Sou de Curitiba. Disso não se cura.
A cidade é fria, cinzenta, cheia de uma garoa fina que não molha — só insiste. Cresci nela sem perceber que ela crescia em mim.
Um dia parti. Todo curitibano parte uma vez, achando que a saudade cabe na mala. Não cabe. Morei sob outros céus, aprendi outras línguas, comi pão que não era o daqui. Bonito. Mas faltava a garoa.
Voltei. Sempre se volta. Porque primeiro amor não se esquece — apenas espera. E Curitiba espera bem: sentada num banco do Passeio Público, tomando café sem pressa.
Hoje programo de dia e caminho de noite. As araucárias seguem de braços abertos, teimosas como eu. A cidade me ensinou o essencial: ser discreto, ser exato, amar sem alarde.
Fria por fora, quente por dentro. Como código bem escrito. Como eu.
Jardim BotânicoCuritiba
Ópera de ArameCuritiba
Museu Oscar Niemeyero Olho
Rua XV de NovembroRua das Flores
Parque Tanguáa pedreira virou parque
Praça do Japãocerejeiras no inverno
Farol do Saberbiblioteca de bairro
Memorial UcranianoParque Tingui
Unilivremadeira e mata
Fotos via Wikimedia Commons — Jardim Botânico © Rodrigo.Argenton (CC BY-SA 4.0) · Ópera de Arame © Vanderlei Bissiato (CC BY-SA 3.0) · Museu Oscar Niemeyer © Thomas Hobbs (CC BY-SA 2.0) · Rua XV de Novembro © Monica Kaneko (CC BY-SA 2.0) · Parque Tanguá © Vitor Hirota (CC BY-SA 2.0) · Praça do Japão © Jean Servais Henri Colemonts (CC BY-SA 3.0) · Farol do Saber © Deyvid e Eloy Setti (CC BY-SA 3.0) · Memorial Ucraniano © Larissa Fraga (CC BY 3.0) · Unilivre © Marcus Bezerra (CC BY-SA 2.5).
Começou com Conan Doyle e nunca passou. Gosto de história que esconde a resposta em algum lugar da primeira página e ainda deixa você achar que chegou lá sozinho — a mesma satisfação de encontrar o bug que ninguém achava.
Jô Soares fecha o círculo: em O Xangô de Baker Street, Sherlock Holmes desembarca no Rio de 1886.
Star Wars® pela mitologia, Star Trek® pela engenharia. Uma pergunta o que acontece quando o bem e o mal têm espadas; a outra, o que acontece se a humanidade der certo. Precisa das duas.
Alguém escreveu, você executa — e mesmo assim o resultado depende de quem está na cozinha. É das poucas coisas que faço sem pressa e sem pressa nenhuma de automatizar.
Continua sendo o que eu faria de qualquer jeito. Hoje boa parte disso é IA aplicada — este site, inclusive, foi construído assim.
Inimigos do Royal Flush
o combustível da garoa
parques, praças e esquinas